Candidatura de Higino Carneiro gera novas críticas após denúncias de alegadas irregularidades

A candidatura de Higino Carneiro continua a dominar o debate político em Angola, sobretudo após a decisão da Subcomissão de Candidaturas do MPLA de invalidar o processo apresentado pelo antigo governador. Entretanto, novas declarações de um militante da base do partido reacenderam a polémica, colocando em causa a forma como decorreu a apreciação das candidaturas ao Congresso Ordinário.

Manuel da Rocha, que se apresenta como militante da base do MPLA, publicou uma reflexão na qual critica aquilo que considera serem injustiças cometidas durante o processo de validação da candidatura de Higino Carneiro, defendendo que os procedimentos internos devem obedecer aos princípios da transparência, da imparcialidade e da verdade.

Candidatura de Higino Carneiro: militante contesta alegações sobre assinaturas

Na sua declaração, Manuel da Rocha considera improvável que um membro do Bureau Político, como Djamila Almeida, tivesse a sua assinatura falsificada nas fichas de subscrição sem que existisse qualquer contacto entre as partes.

Segundo o militante, cada ficha é acompanhada por cópias do Bilhete de Identidade e do cartão de militante, documentos que, na sua perspetiva, não poderiam ter sido obtidos de forma aleatória.

Para o autor da publicação, a existência desses documentos levanta dúvidas sobre as alegações de falsificação e justifica uma investigação mais aprofundada antes da adoção de qualquer decisão definitiva.

O militante entende ainda que a situação acaba igualmente por expor Djamila Almeida a um momento delicado, defendendo que a dirigente não deveria ser envolvida numa polémica sem o devido esclarecimento dos factos.

Candidatura de Higino Carneiro: equipa promete apresentar provas documentais

Outro dos aspetos destacados por Manuel da Rocha prende-se com a alegada existência de cópias arquivadas pela equipa de Higino Carneiro.

Na opinião do militante, esses documentos poderão demonstrar que as fichas de subscrição foram devidamente recolhidas e entregues durante o processo de formalização da candidatura.

Caso esses elementos venham a ser apresentados às instâncias competentes do MPLA, acredita que poderão contribuir para esclarecer definitivamente as acusações levantadas contra a candidatura.

Até ao momento, a direção do partido não anunciou qualquer revisão da decisão já tomada nem divulgou novos elementos sobre o processo.

Candidatura de Higino Carneiro volta a gerar críticas sobre cobertura mediática

Na mesma publicação, Manuel da Rocha manifesta descontentamento com aquilo que considera ter sido um tratamento desigual dado pelos órgãos públicos de comunicação social.

Segundo o militante, a entrega da candidatura de Higino Carneiro não mereceu grande destaque por parte da TPA, RNA, Jornal de Angola, TV Zimbo e da página oficial do MPLA nas redes sociais.

Por outro lado, afirma que a divulgação da decisão que inviabilizou a candidatura teve ampla repercussão mediática, situação que interpreta como um tratamento diferenciado relativamente aos acontecimentos ligados ao Congresso Ordinário.

Estas declarações representam exclusivamente a posição do autor e não correspondem a qualquer posição oficial das instituições mencionadas.

Candidatura de Higino Carneiro alimenta debate sobre liderança do MPLA

No texto divulgado, Manuel da Rocha dirige igualmente críticas ao Presidente do MPLA, João Lourenço.

Na sua leitura, o atual líder do partido estaria mais concentrado na preservação da sua influência política do que na realização de um processo competitivo entre os candidatos à liderança.

O militante afirma ainda acreditar que, caso existisse uma eleição direta entre João Lourenço e Higino Carneiro, este último reuniria maior apoio entre os militantes. Trata-se, contudo, de uma opinião expressa pelo autor da declaração, sem qualquer confirmação por parte do partido.

Apelo à unidade apesar das divergências

Apesar das críticas dirigidas à direção do MPLA, Manuel da Rocha termina a sua reflexão apelando à unidade partidária.

Segundo escreve, os dirigentes são passageiros, enquanto o partido permanece como uma instituição que deve continuar a ser apoiada pelos seus militantes, independentemente das disputas internas.

O Congresso Ordinário do MPLA continua a ser aguardado com grande expectativa, uma vez que poderá definir os próximos rumos da maior força política do país.

A Redação da Angola Breaking News continuará a acompanhar os desenvolvimentos deste processo, ouvindo todas as partes envolvidas e respeitando o princípio do contraditório, conforme as boas práticas do jornalismo.

Fonte: Manuel Rocha

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Portal Oficial do MPLA

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