
Washington – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta semana declarações contundentes durante uma conferência de imprensa sobre uma alegada operação militar norte-americana contra a Venezuela, afirmando que Washington passará a governar temporariamente o país sul-americano e que o presidente Nicolás Maduro teria sido capturado.
Segundo Trump, o objectivo da intervenção seria impor “um processo de transição seguro, adequado e razoável”, sem interferência de terceiros. “Os Estados Unidos vão governar a Venezuela. Não queremos que mais ninguém interfira e acabe na mesma situação”, declarou.
Petróleo e reconstrução de infraestruturas
Trump destacou ainda o papel que grandes companhias petrolíferas norte-americanas teriam no país. De acordo com ele, empresas dos Estados Unidos investiriam “bilhões de dólares” para recuperar infraestruturas severamente danificadas, em especial no sector petrolífero.
“Nossas maiores companhias petrolíferas americanas, as maiores do mundo, vão entrar lá, gastar bilhões de dólares para consertar infraestruturas fortemente danificadas e começar a ganhar dinheiro”, afirmou, acrescentando que, na sua visão, os venezuelanos tornar-se-iam “ricos, independentes e seguros”.
Ameaça de novos ataques
O ex-presidente norte-americano advertiu que, caso fosse necessário, os Estados Unidos estariam prontos para lançar “um segundo e muito maior ataque”. Trump descreveu a operação como um feito militar sem precedentes, afirmando que nenhuma força armada no mundo conseguiria alcançar o mesmo resultado.
“Eles sabiam que estávamos a chegar. Ficaram completamente devastados e foram embora muito depressa”, disse, alegando que todas as capacidades militares da Venezuela teriam ficado “impotentes”.
Operação nocturna em Caracas
Trump relatou que a acção ocorreu durante a noite, com Caracas praticamente às escuras devido ao corte de electricidade, que atribuiu a tecnologias norte-americanas. “Estava escuro e mortal”, descreveu, classificando a operação como uma visão “que as pessoas não viam desde a Segunda Guerra Mundial”.
Segundo ele, nenhuma baixa foi registada entre militares norte-americanos e nenhum equipamento dos EUA teria sido perdido durante a intervenção.
Destino de Nicolás Maduro
Entre as declarações mais polémicas, Trump afirmou que Nicolás Maduro e a sua esposa estariam sob custódia norte-americana e seriam levados para julgamento nos Estados Unidos. “Maduro e sua esposa em breve sentirão todo o poder da justiça americana e comparecerão em tribunal em solo americano”, declarou, mencionando Nova Iorque, Miami ou a Flórida como possíveis locais para o processo judicial.
Até ao momento, não há confirmações independentes que validem as afirmações feitas por Donald Trump, e autoridades venezuelanas ou norte-americanas não se pronunciaram oficialmente sobre as alegadas acções descritas na conferência.
Redação: Angola Breaking News
