
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) considera que a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026 representa um grave desrespeito à honra e à dignidade dos militares e agentes da Polícia Nacional, ao prever verbas consideradas irrisórias para áreas essenciais como aquartelamento, uniformes e fornecimento de medicamentos.
Segundo a UNITA, enquanto as Forças de Defesa e Segurança continuam a enfrentar condições que o partido classifica como de “indigência”, o Executivo opta por atribuir montantes elevados a gabinetes governamentais e estruturas ligadas à Presidência da República, evidenciando, no seu entender, uma profunda desigualdade na distribuição dos recursos públicos.
O partido da oposição acusa ainda o Governo de manipular dados relacionados com a dívida pública, recusar auditorias internacionais independentes e enfraquecer os mecanismos de fiscalização parlamentar, concentrando excessivos poderes orçamentais no Presidente da República. Para a UNITA, estas práticas reduzem a transparência e comprometem a boa governação.
No documento crítico ao OGE 2026, a UNITA aponta também a falta de avanços na implementação das autarquias locais, a desvalorização do sector privado e a negligência na integração da economia informal como factores que limitam o crescimento económico e aprofundam as desigualdades sociais.
O partido denuncia igualmente a marginalização das famílias, o subfinanciamento do combate à malária e o que classifica como um “super-orçamento presidencial” marcado por grande opulência, que estaria, segundo a UNITA, a ser encoberto por manobras contabilísticas destinadas a ocultar o valor real das despesas públicas.
Para a UNITA, o OGE 2026 não responde às reais necessidades da população nem às prioridades nacionais, defendendo uma revisão profunda do orçamento para garantir justiça social, transparência na gestão dos recursos públicos e condições dignas para os militares, polícias e cidadãos em geral.
Redação: Angola Breaking News
