Por César Chiyaya | Redação

O Presidente da República do Congo, Denis Sassou-Nguesso, de 82 anos, confirmou que voltará a concorrer às eleições presidenciais, afastando qualquer possibilidade de abandonar o poder no curto prazo. A decisão foi anunciada pelo Partido Congolês do Trabalho (PCT), formação política no poder e historicamente ligada à matriz marxista.
Segundo o PCT, Sassou-Nguesso será o candidato do partido às eleições presidenciais marcadas para 22 de março, reforçando a intenção de prolongar um consulado que já dura várias décadas. O atual chefe de Estado governa o Congo desde 1997, ano em que regressou ao poder na sequência de uma violenta guerra civil.
Um poder consolidado desde 1997
Denis Sassou-Nguesso é uma das figuras políticas mais longevas do continente africano. Após assumir novamente a presidência em 1997, consolidou o seu domínio político através de sucessivas vitórias eleitorais, frequentemente contestadas pela oposição e por organizações da sociedade civil, que denunciam falta de transparência e restrições ao espaço democrático.
Eleições sob olhar crítico
As eleições de março decorrem num contexto de fortes críticas internas e internacionais, com setores da oposição a acusarem o regime de instrumentalizar as instituições do Estado para garantir a continuidade no poder. Ainda assim, o PCT mantém-se confiante na vitória do seu candidato histórico.
Declaração provocadora
A postura do Presidente ficou ainda mais evidente numa declaração atribuída ao círculo presidencial, em tom de desafio:
A frase é interpretada por analistas como um sinal claro de desdém face às críticas e pressões, internas ou externas, que pedem alternância democrática no Congo.
Com mais esta candidatura, Denis Sassou-Nguesso reafirma a intenção de permanecer no poder, alimentando o debate sobre longevidade política, democracia e sucessão presidencial em África.
Redação: Angola Breaking News
