
Luanda – O político e comentador Dino Matross fez duras críticas ao Presidente da República e líder do MPLA, João Lourenço, acusando-o de desperdiçar uma oportunidade histórica para pacificar o partido e abrir espaço para uma verdadeira reconciliação interna.
Segundo Dino Matross, foram determinados quadros do partido que confrontaram o então Presidente José Eduardo dos Santos, pressionando-o a abandonar a liderança, criando assim as condições para que João Lourenço assumisse o poder sem interferências directas da estrutura do MPLA.
“Fomos nós que confrontámos José Eduardo dos Santos para abandonar a liderança, permitindo que João Lourenço governasse sem a interferência do MPLA”, afirmou.
No entanto, de acordo com Matross, o discurso proferido por João Lourenço no acto político do Kilamba ficou aquém das expectativas. Para o crítico, aquele teria sido o momento ideal para o chefe de Estado reconhecer publicamente as divergências internas no seio do partido, promover a pacificação e assumir, de forma clara, a abertura para múltiplas candidaturas no próximo congresso do MPLA.
“Era o momento ideal para pacificar o partido, reconhecer as divergências internas e assumir, publicamente, a abertura para múltiplas candidaturas”, sublinhou.
Dino Matross considera ainda que o actual Presidente se encontra politicamente encurralado, sem margem de manobra para reverter o desgaste interno que se acentua no partido.
“João Lourenço encontra-se agora num beco sem saída. O paraquedas já foi accionado… e não está a abrir”, concluiu.
As declarações surgem num contexto de crescente debate interno no MPLA sobre liderança, democracia partidária e sucessão, a menos de dois anos das eleições gerais de 2027.
Angola Breaking News – Redacção
Autor: Redacção / Dino Matross (declarações)
