
Luanda – O general na reserva Manuel Mendes de Carvalho, conhecido como “Paka”, foi constituído arguido esta terça-feira, em Luanda, após prestar declarações na Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo está relacionado com alegadas injúrias ao Presidente da República, João Lourenço, na sequência de declarações públicas consideradas ofensivas ao Chefe de Estado.
De acordo com informações apuradas, o general foi notificado pela Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP) para prestar esclarecimentos no âmbito do referido processo. A audição decorreu sem incidentes, tendo o arguido colaborado com as autoridades judiciais.
À saída da PGR, Manuel Mendes de Carvalho rejeitou qualquer prática criminosa, afirmando que apenas exerceu o seu direito constitucional à crítica. Segundo o general na reserva, o processo resulta de um “mal-entendido” entre si e a pessoa que apresentou a queixa.
Paka mostrou-se tranquilo quanto ao desenrolar do caso e afirmou não temer possíveis consequências, incluindo eventuais implicações sobre a sua patente militar. Reiterou que as suas intervenções públicas são motivadas pela preocupação com a situação social do país e pela defesa dos interesses do povo angolano.
Em declarações à DW, o general sublinhou que a sua principal ambição é ver Angola a alcançar um desenvolvimento condigno com as suas riquezas naturais. “A minha ambição é ver o meu país bem. Angola é um dos países mais ricos do mundo: dos 45 minerais existentes, temos 35. É inconcebível que continuemos a viver estas vicissitudes”, afirmou, defendendo uma paz efetiva e a resolução dos problemas que afetam a população.
O general acrescentou ainda que, dada a sua idade, deseja viver os próximos anos com tranquilidade, junto da família e dos amigos, sem pressões adicionais. Garantiu, por fim, que o processo seguirá os trâmites legais e manifestou confiança de que a situação será esclarecida no momento oportuno.
Redação | Angola Breaking News
