A UNITA divulgou a sua visão económica e estratégia de desenvolvimento para Angola, defendendo um modelo assente na liberdade económica, eficiência, boa governação e prosperidade partilhada, colocando o cidadão no centro das políticas públicas.

Segundo o documento, o objectivo é construir um ambiente favorável ao crescimento económico sustentável, à criação de riqueza, ao emprego digno e à redução das desigualdades, devolvendo esperança às famílias angolanas através de instituições fortes e políticas orientadas para resultados.

Economia de mercado como base do crescimento

Entre os pilares destacados, a UNITA assume como eixo central uma economia de mercado, com defesa da livre iniciativa e da concorrência justa como motores do desenvolvimento.

O partido sublinha ainda a necessidade de estimular o sector privado como principal gerador de emprego, inovação e riqueza, propondo um combate firme a monopólios, clientelismo e privilégios, apontados como entraves ao crescimento e à competitividade.

Estado minimalista, mas forte na regulação e fiscalização

Na sua proposta, a UNITA defende um Estado menos intervencionista na economia, mas forte na regulação, fiscalização e garantia de equidade.

A visão prevê um Estado com actuação firme para:

  • prevenir abusos,
  • corrigir falhas de mercado,
  • proteger o interesse público.

Ao mesmo tempo, o documento afirma que o Estado deve assegurar serviços públicos de qualidade, incluindo saúde, educação, energia, água, saneamento, segurança e infraestruturas, com foco em gestão eficiente e resultados concretos.

A estratégia também valoriza o papel das parcerias público-privadas (PPP) como forma de ampliar investimentos sem comprometer a sustentabilidade das finanças públicas.

Política fiscal conservadora e disciplina orçamental

Outro ponto-chave é a defesa de uma política fiscal conservadora e responsável, propondo:

  • redução gradual e inteligente da carga tributária para estimular investimento e consumo,
  • simplificação do sistema fiscal, tornando-o mais previsível e acessível, sobretudo para micro, pequenas e médias empresas,
  • alargamento da base tributária através do crescimento económico, e não pelo aumento de impostos.

A UNITA reforça ainda a importância de disciplina orçamental, transparência na despesa pública e combate ao desperdício e à corrupção.

Diversificação económica como prioridade nacional

Reconhecendo a elevada dependência do petróleo, a UNITA afirma que a diversificação deve ser uma prioridade nacional, apostando em sectores como:

  • agricultura e agro-indústria,
  • pescas,
  • indústria transformadora,
  • turismo,
  • economia digital,
  • energias renováveis.

O partido propõe apoio técnico, financeiro e institucional aos sectores com maior potencial de gerar emprego, defendendo também o aumento do valor acrescentado nacional e a substituição competitiva de importações.

Desenvolvimento humano e inclusão social

A estratégia sustenta que o crescimento económico só tem sentido se resultar em melhorias reais na vida das pessoas. Por isso, coloca o desenvolvimento humano como pilar essencial, com investimento estratégico em:

  • educação,
  • formação profissional,
  • saúde.

A criação de emprego digno e formal é apresentada como resposta estrutural à pobreza, reduzindo dependência de programas assistencialistas. O documento também propõe uma protecção social sustentável baseada no trabalho, na contribuição e na dignidade.

Boa governação e confiança institucional

No campo institucional, a UNITA defende instituições fortes, independentes e previsíveis, garantindo segurança jurídica e confiança para cidadãos e investidores.

O texto insiste na necessidade de:

  • separação efectiva entre política e negócios,
  • transparência e prestação de contas,
  • tolerância zero à corrupção.

“Sem atalhos”: promessa de um caminho possível

A UNITA conclui que a sua visão económica não apresenta soluções fáceis nem promessas rápidas, mas sim um “caminho sério, responsável e possível” para Angola, baseado numa economia livre, produtiva e inclusiva, capaz de gerar oportunidades reais e devolver ao povo angolano o direito de sonhar com um futuro melhor.

Assinatura: Redacção Angolabreakingnews / Autor: Adalberto Costa Júnior

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