
O MPLA assegurou esta sexta-feira que nenhum militante está proibido de concorrer à liderança do partido, reafirmando a existência de um ambiente interno que permite a apresentação de propostas e perfis diversos, desde que observados os requisitos estatutários.
A declaração foi feita por Mário Pinto de Andrade, dirigente do partido no poder, que sublinhou que “os estatutos e regulamentos internos sempre previram múltiplas candidaturas”. A afirmação surge num momento em que se intensificam os debates internos sobre o futuro do MPLA e a necessidade de renovação dentro das estruturas partidárias.
Presença no Congresso da UNITA reforça clima político de abertura
Mário Pinto de Andrade e o general Pedro Neto, ambos do secretariado do Bureau Político, participaram como convidados na abertura do XIV Congresso Ordinário da UNITA, um gesto interpretado como sinal de maturidade política e reconhecimento institucional entre as principais forças partidárias do país.
Para Andrade, a realização do congresso da UNITA é “boa para a democracia angolana e para a democracia dos partidos políticos”. Destacou ainda a importância de os congressos ocorrerem dentro dos prazos previstos, permitindo aos partidos discutir estratégias, programas e proceder à renovação das suas lideranças.
Renovação e Competitividade Interna como Desafios no MPLA
As declarações do dirigente do MPLA surgem num contexto em que vários sectores da sociedade civil e analistas políticos têm apelado a uma maior competitividade interna nas formações partidárias angolanas, reforçando a transparência, a pluralidade e a alternância de ideias.
Ao reafirmar que nada impede novas candidaturas, a liderança do MPLA procura transmitir uma imagem de abertura, num período em que o partido enfrenta desafios de credibilidade, rejuvenescimento e reposicionamento perante o eleitorado.
A participação no congresso da UNITA, principal força da oposição, é igualmente interpretada como um gesto de distensão política, demonstrando que o diálogo interpartidário pode contribuir para a consolidação da democracia angolana.
Fonte: Lusa
