
O ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, manifestou forte indignação contra a prática da importação de restos de frango para Angola, considerando-a uma afronta à dignidade do país.
Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), o governante classificou a situação como “humilhante e deplorável”, acrescentando que “não foi para isso que nós lutamos, não foi para isso que este país conquistou a independência”.
Segundo Isaac dos Anjos, aceitar apenas as sobras resultantes do processo industrial é “algo que deve ser proibido absolutamente”. O ministro sublinhou que Angola não pode se contentar com resíduos alimentares, quando possui condições de apostar na produção interna e no fortalecimento da sua soberania alimentar.
Produção Nacional é Viável
O titular da pasta da Agricultura e Florestas esclareceu que nunca houve restrição à importação do frango inteiro, pois os cortes poderiam ser feitos localmente, gerando emprego e dinamizando a economia nacional.
Isaac dos Anjos defendeu ainda a viabilidade da produção de frango em Angola, lembrando que o ciclo de criação pode ser concluído em apenas 35 dias, o que demonstra que o país tem plena capacidade de autossustentar-se neste setor.
Independência e Dignidade Alimentar
O ministro reforçou que o verdadeiro objetivo da independência nacional passa por garantir condições dignas de vida ao povo angolano, incluindo a soberania alimentar. Para ele, continuar a importar “restos” é uma prática que ofende os valores conquistados com muito sacrifício pelo país.
