
O político angolano Lukamba Gato defendeu que o contraditório e a crítica política não devem ser confundidos com intolerância, alertando para o risco de se enfraquecer a liberdade de expressão através de interpretações erradas do debate democrático.
Segundo Lukamba Gato, intolerância política, em sentido rigoroso, ocorre quando se impede, por meio de violência ou intimidação, que um partido político exerça os seus direitos fundamentais — como existir, deslocar-se a determinadas localidades ou instalar as suas estruturas.
Casos apontados como preocupantes
No seu posicionamento, o político mencionou situações que considera exemplos de restrição à actividade política, referindo localidades como:
- Kuito Kuanavale
- Ngalanga
- Mbave
- Kapupa
- Londuimbali
Na sua perspectiva, impedir actividades partidárias através da instrumentalização da população ou do uso de artifícios legais compromete o pluralismo político e fragiliza o Estado democrático.
Debate firme faz parte da democracia
Lukamba Gato sublinhou que o debate político, mesmo quando intenso, é um elemento essencial da democracia. Para ele, respeitar a opinião alheia não significa abdicar da crítica, mas exercê-la com responsabilidade e civilidade.
“Confundir crítica com intolerância é enfraquecer a liberdade de expressão.”
O político reforça que democracia não é ausência de divergência, mas sim a convivência organizada e equilibrada das diferenças.
Pedido de desculpas visto como gesto de maturidade
No mesmo contexto, Lukamba Gato destacou ter apreciado o pedido público de desculpas feito por uma deputada que reconheceu como inadequada uma expressão utilizada e que gerou desconforto. Para ele, atitudes como essa demonstram maturidade política e responsabilidade institucional.
Apelo à consolidação democrática
Encerrando a sua reflexão, o político apelou à necessidade de se evitarem rótulos fáceis e interpretações precipitadas, defendendo maior maturidade no espaço público para consolidar a democracia em Angola.
Para Lukamba Gato, discordar, criticar ou debater com firmeza não configura intolerância política, mas sim o exercício legítimo do pluralismo democrático.
Redação | Angola Breaking News
