
O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, reagiu com preocupação à crescente concentração de poder económico em Angola, criticando a entrada do Grupo Carrinho na estrutura acionista do Banco de Fomento Angola (BFA).
Num texto de forte tom político, Luís Castro questiona: “Quem vai travar os novos senhores de tudo isto?”, afirmando que, depois do BCI, o Grupo Carrinho já apontado como detentor do monopólio da segurança das principais minas diamantíferas, passa agora a reforçar a sua presença também no sector bancário.
Segundo o líder liberal, a situação representa um padrão perigoso de acumulação de influência em áreas sensíveis do país.
“Concentram-se bancos, concentram-se recursos estratégicos, concentra-se poder.
Não é desenvolvimento: é captura do Estado.
Não é mercado: é oligarquia”, escreveu.
Luís de Castro sustenta que este tipo de concentração não pode ser confundida com crescimento económico, mas sim com uma tomada gradual do Estado por interesses privados, alertando para o risco de Angola caminhar para um modelo onde poucos controlam sectores-chave, com impacto directo na concorrência, transparência e na democracia económica.
A declaração do presidente do Partido Liberal já está a gerar debate nas redes sociais, com vários cidadãos a defenderem maior fiscalização e limites à concentração de activos estratégicos em mãos de poucos grupos.
Redação e edição: Angola Breaking News
