O Presidente da República de Angola, João Lourenço, nomeou Pedro Mendes de Carvalho para exercer o cargo de Procurador-Geral da República. A decisão foi formalizada por meio de um Decreto Presidencial, divulgado após a conclusão do processo de escolha conduzido pelas estruturas competentes da magistratura do Ministério Público.
A nomeação surge depois de o Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público ter realizado, no dia 16 de março de 2026, a eleição interna destinada a selecionar os candidatos ao cargo máximo da Procuradoria-Geral da República de Angola. Após a homologação oficial dos resultados desse processo, o Chefe de Estado procedeu à indicação de Pedro Mendes de Carvalho para assumir a liderança da instituição responsável pela defesa da legalidade e pela representação do Estado em matérias judiciais.
De acordo com o Decreto Presidencial que oficializa a decisão, a nomeação cumpre os procedimentos previstos na Constituição da República de Angola e na Lei Orgânica da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público, instrumentos legais que regulam o funcionamento e a estrutura da magistratura do Ministério Público no país.
Com esta decisão, Pedro Mendes de Carvalho passa a ocupar um dos cargos mais relevantes do sistema judicial angolano, assumindo a responsabilidade de coordenar a ação do Ministério Público em todo o território nacional. Entre as suas atribuições estarão a supervisão da atividade dos magistrados do Ministério Público, a condução de processos de natureza criminal e a garantia do cumprimento da legalidade democrática.
O novo Procurador-Geral da República sucede a Hélder Pita Grós, cujo mandato terminou recentemente após vários anos à frente da instituição. Durante o seu período de liderança, Pita Grós esteve envolvido em diversos processos judiciais considerados relevantes no contexto do combate à corrupção e da responsabilização criminal em Angola.
A escolha de Pedro Mendes de Carvalho ocorre num momento em que o sistema judicial angolano enfrenta desafios relacionados com o fortalecimento das instituições, o reforço da independência da justiça e a continuidade das reformas no setor jurídico. Observadores consideram que a nova liderança da Procuradoria-Geral da República poderá desempenhar um papel determinante na consolidação desses objetivos e na credibilização das instituições judiciais do país.
Fonte: Presidência da República
Redação: Angola Breaking News
