O Tribunal Constitucional de Angola (TC) prevê investir mais de 2,4 mil milhões de kwanzas em Inteligência Artificial (IA) no âmbito da preparação das Eleições Gerais de 2027, segundo o Plano Anual de Contratação da instituição.

A medida faz parte de um pacote de modernização tecnológica que visa reforçar a segurança digital, melhorar o processamento de dados e prevenir possíveis fraudes eleitorais.
Inteligência Artificial para combater fraudes digitais
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O País, o investimento contempla a implementação de sistemas de IA capazes de identificar e sinalizar irregularidades no ecossistema digital eleitoral.
Entre as principais iniciativas previstas estão:
- Implementação de tecnologias de Inteligência Artificial
- Certificação e validação do Centro de Processamento de Dados (CPD)
- Criação de sistemas integrados de gestão eleitoral
- Actualização da plataforma digital de candidaturas
- Aquisição de licenças de softwares especializados
- Auditorias técnicas e testes de segurança informática (pentests)
Especialistas defendem que a digitalização pode representar um avanço técnico relevante, desde que acompanhada por mecanismos rigorosos de fiscalização e auditoria independente.
Investimento total pode ultrapassar 6 mil milhões de kwanzas
Além da componente tecnológica, o Tribunal Constitucional prevê investir cerca de 3,8 mil milhões de kwanzas na aquisição de viaturas para apoiar a logística do processo eleitoral.
As viaturas deverão reforçar a mobilidade durante as fases de preparação e realização das eleições, garantindo maior capacidade operacional.
Somando tecnologia e logística, o investimento global previsto ultrapassa os 6 mil milhões de kwanzas.
Transparência e fiscalização no centro do debate
A introdução de Inteligência Artificial nas eleições angolanas levanta questões relevantes no plano político e institucional.
Entre as principais preocupações apontadas por analistas estão:
Quem irá desenvolver e gerir os sistemas de IA?
A transparência na contratação das empresas responsáveis será determinante para evitar suspeitas.
Haverá auditorias independentes?
A credibilidade do processo poderá depender da existência de fiscalização externa e testes técnicos imparciais.
Como será garantida a imparcialidade tecnológica?
Especialistas alertam que algoritmos também precisam de supervisão humana e mecanismos claros de controlo.
Eleições 2027 sob forte escrutínio
Com as Eleições Gerais de 2027 no horizonte, o investimento do Tribunal Constitucional em Inteligência Artificial deverá alimentar o debate público sobre modernização, transparência e confiança no sistema eleitoral angolano.
A aposta tecnológica pode representar um avanço significativo mas, para muitos observadores, a confiança institucional continua a ser o elemento central do processo democrático.
Redação: Angola Breaking News
