O kudurista angolano Pai Profeta denunciou publicamente um alegado caso de usurpação do estilo musical kuduro por parte de um cidadão angolano residente na Indonésia, identificado como Beto da Indonésia. A denúncia foi feita através de publicações nas redes sociais, onde o artista afirma possuir documentos que indicam que o referido indivíduo terá registado o kuduro naquele país como se fosse o proprietário do estilo.

Segundo Pai Profeta, a situação é preocupante e representa uma afronta à cultura angolana, uma vez que o kuduro é um género musical que nasceu em Angola e faz parte da identidade cultural do país.
Estilo criado em Angola
De acordo com o kudurista, o kuduro foi criado pelo artista Tony Amado, frequentemente referido como o “Rei do Kuduro”. Ao longo dos anos, o género ganhou grande popularidade dentro e fora de Angola, tornando-se um dos ritmos mais representativos da música urbana angolana.
Pai Profeta destacou ainda que, embora Tony Amado seja considerado o criador do estilo, o crescimento do kuduro também se deve ao contributo de vários outros artistas que ajudaram a expandir o movimento musical e cultural.
Apelo às autoridades angolanas
Na sua declaração, Pai Profeta afirmou que está a divulgar os documentos e provas que possui para informar o público angolano sobre o caso. O artista pede que a situação seja analisada pelas autoridades competentes.


O kudurista apelou diretamente ao Ministério da Cultura de Angola para que acompanhe o processo e avalie a legalidade do suposto registo do estilo musical na Indonésia.
Para Pai Profeta, a proteção do kuduro é uma questão de defesa do património cultural angolano.
“O kuduro nasceu em Angola, foi criado por Tony Amado e pertence ao povo angolano”, afirmou o artista.
A polémica está a gerar debates nas redes sociais, com vários internautas a defenderem que o género deve ser protegido internacionalmente para evitar tentativas de apropriação cultural.
Autor: Pai Profeta / Redação Angola Breaking News
