
O dirigente da UNITA na França, Ndinga de Deus, lançou duras críticas ao modo de governação do MPLA, afirmando que o partido no poder dirige o país “ao estilo Kuduro”, caracterizado, segundo disse por improvisos, mentiras e uma política assente no ódio.
As declarações, de tom contundente, reacendem o debate político a pouco mais de um ano das eleições gerais de 2027, num momento em que o ambiente pré-eleitoral começa a ganhar intensidade dentro e fora de Angola.
Críticas ao modelo de governação
De acordo com Ndinga de Deus, o actual modelo de governação apresenta sinais claros de esgotamento político e institucional, demonstrando incapacidade para responder aos principais desafios sociais e económicos enfrentados pela população.
“Hoje, o MPLA governa ao estilo Kuduro: improvisos, mentiras e ódio. Em 2027, o povo não tolerará políticos do tipo de K2 à liderança da nação”, afirmou o dirigente, numa declaração interpretada como uma alusão directa a figuras associadas ao actual poder.
O responsável da UNITA na diáspora francesa considera que o país atravessa um momento decisivo da sua história democrática, no qual o eleitorado se mostra mais atento, exigente e menos disposto a aceitar discursos que não se traduzam em melhorias concretas na vida dos cidadãos.
Problemas sociais no centro do debate
Ndinga de Deus apontou o desemprego juvenil, o elevado custo de vida, a degradação dos serviços públicos e a falta de perspectivas para a juventude como consequências directas de uma governação que, no seu entender, perdeu rumo e credibilidade.
Segundo o dirigente, a actual conjuntura social reflecte a necessidade urgente de mudança estrutural na condução dos destinos do país.
2027 como “momento da viragem”
O político sublinhou que a UNITA se apresenta como uma alternativa “séria, responsável e preparada” para liderar Angola num novo ciclo de governação, assente na verdade, no diálogo e no respeito pelas instituições democráticas.
“O povo está cansado de promessas não cumpridas e de líderes que governam para si próprios. 2027 será o momento da viragem”, reforçou.
Diáspora ganha voz no debate nacional
As declarações surgem num contexto de crescente tensão política e intensificação do discurso pré-eleitoral. Analistas consideram que a diáspora angolana tem assumido um papel cada vez mais relevante no debate público, quer na mobilização da opinião pública, quer na pressão por reformas políticas mais profundas.
Com as eleições de 2027 no horizonte, o cenário político angolano tende a tornar-se progressivamente mais polarizado, marcado por confrontos verbais, apresentação de propostas alternativas e pela disputa da confiança de um eleitorado que poderá mostrar-se menos tolerante à continuidade do actual modelo de governação.
Redacção | Angola Breaking News
Autor: Ndinga de Deus
