
O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, reagiu com duras críticas às recentes orientações do Presidente da República à nova ministra, instando-a a garantir que todas as crianças estejam dentro do sistema de ensino escolar.
Na sua publicação, Luís de Castro considera que o apelo do Chefe de Estado surge tarde demais e carece de coerência política, sublinhando que, durante nove anos, o Executivo terá ignorado a situação de milhares de crianças fora do sistema educativo.
“Durante nove anos ignorou as milhares de crianças fora do sistema educacional. Agora, em apenas um ano, limita-se a orientar a ministra para que trate do assunto”, escreveu.
Críticas à dependência do dinheiro repatriado
O líder liberal também questiona a estratégia de financiamento anunciada pelo Governo, que continua a apostar na construção de escolas com base em fundos provenientes do repatriamento de capitais.
Para Luís de Castro, essa abordagem revela falta de planeamento estrutural e dependência de receitas incertas, em vez de uma política pública sólida e sustentável para o sector da Educação.
Segundo o político, o problema da exclusão escolar exige medidas concretas e imediatas, como:
- Construção efectiva de novas escolas em zonas críticas
- Formação e contratação de mais professores
- Melhoria das infra-estruturas existentes
- Planeamento orçamental claro e transparente
Fundo Soberano e PIIM sob fogo cruzado
Na mesma publicação, Luís de Castro recorda que verbas significativas do Fundo Soberano foram canalizadas para o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), programa que classifica como um fracasso.
“Entretanto, estourou-se o dinheiro do Fundo Soberano no âmbito do PIIM, um programa que, na prática, nasceu morto”, afirmou.
O líder do Partido Liberal entende que os recursos utilizados no PIIM poderiam ter sido direcionados para resolver problemas estruturais como a falta de escolas e a exclusão de crianças do sistema de ensino.
Debate reacende-se sobre prioridades governativas
As declarações de Luís de Castro reacendem o debate político sobre as prioridades do Executivo, especialmente num momento em que o Governo promete acelerar reformas sociais.
Para o Luís de Castro, a orientação presidencial não substitui a necessidade de prestação de contas sobre o que foi feito ou deixado por fazer ao longo dos últimos anos.
A polémica promete marcar os próximos dias do debate público, com a oposição a exigir resultados concretos e menos discursos.
Redação: AngolaBreakingNews
