
A presença da seleção argentina em Angola, marcada para o jogo do dia 11 de Novembro, em Luanda, tem gerado grande expectativa, mas também críticas. Segundo informações divulgadas pela revista Economia & Mercado, a comitiva argentina apresentou uma série de exigências específicas para a estadia no país, com o objetivo de limitar o contacto de Lionel Messi e da sua equipa com a comunicação social.
Entre os pedidos estão controlo rigoroso de acesso aos treinos, restrição de entrevistas e redução significativa da presença mediática nas imediações do astro argentino. As autoridades angolanas e os organizadores do evento teriam, segundo a mesma fonte, ajustado toda a programação para cumprir as condições impostas pelos representantes de Messi.
Embora as medidas possam ser vistas como parte da estratégia habitual de proteção à imagem e segurança de uma estrela mundial, as críticas não tardaram a surgir, especialmente nas redes sociais. Muitos internautas e observadores nacionais consideram incoerente o esforço e os gastos associados ao evento, num contexto em que a fome, o desemprego e a pobreza continuam a afetar milhões de angolanos.
“Enquanto o país enfrenta dificuldades graves no acesso a bens essenciais, está-se a mobilizar recursos para satisfazer exigências de uma seleção estrangeira”, lamentou um comentador local. Outros destacam que a visita de Messi e companhia poderia ser uma oportunidade para promover o turismo e a imagem do país, mas não à custa de ignorar as duras condições sociais enfrentadas pela população.
Assim, o jogo que deveria ser um momento de celebração desportiva acaba por expor o contraste entre o glamour internacional e a dura realidade angolana, levantando um debate necessário sobre prioridades nacionais e gestão de recursos públicos.
Fonte: Economia & Mercado
